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	<title>Fairplay</title>
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	<description>reflexões sobre a (nova) indústria da música</description>
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		<title>Fairplay</title>
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		<title>02. The signs all saying it&#8217;s a social infection&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 23:50:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>hdmabuse</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Temos lido e companhado nos tweeters e blogs que hoje pautam jornais, revistas e programas de TV o tema da pirataria em suas diversas formas, a falta de controle sobre qualquer obra passível de digitalizacão (qual não é hoje?), e os efeitos na economia e produção cultural. Falamos no texto anterior sobre como aconteceu uma grande mudança na sociedade com o tipo móvel, o objetivo do presente texto é esboçar um entendimento de alguns princípios que definem a natureza das mudanças tecnológicas que tem afetado assim o audiovisual e nossa sociedade.</p>
<p>Um tópico precisa ser entendido claramente a partir daqui: o advento da Mídia Digital (em oposição à antiga mídia analógica), mas para começar vamos entender o que é a gravação analógica de áudio.</p>
<p>A gravação sonora analógica funciona assim: o som, que é na verdade um conjunto de flutuações na pressão do ar atinge o diafragma do microfone causando flutuações de voltagem num circuito elétrico, esses dois conjuntos de flutuações são &#8220;análogos&#8221;. No processo de gravação em fita magnetica essas flutuações recebidas como corrente elétrica são transformadas pelo cabeçote de gravação em flutuações de campo magnético, igualmente análogas às anteriores e gravadas numa superficie desmagnetizada. Quando ouvimos a fita ocorre o caminho inverso: um outro cabeçote lê as flutuações magnéticas e transforma em corrente elétrica que é amplificada e novamente transformada em ondas sonoras nas caixas de som. Esse principio registrou sinais sonoros desde 1887, com o fonógrafo de Thomas Edison.</p>
<p>Com o som digital o processo é diferente:  as flutuações no circuito elétrico passam por um processo de conversão e são gravadas como representação binária, numa amostragem digital (sample) das flutuações na pressão do ar em relação ao tempo.</p>
<p>As principais características dessa nova mídia estão bem definidas por Lev Manovich [1], três princípios em especial nos interessam nessa discussão:<br />
<strong><br />
1. Da Representação Numérica</strong><br />
Todos os artefatos produzidos nas novas mídias de comunicação, sejam eles criados do zero em computadores ou convertidas a partir de fontes analógicas, são compostos de código digital, ou seja representações numéricas. Isto tem como conseqüência que artefato pode ser descrito formalmente, ou seja utilizando uma função matemática, sendo assim esse artefato está sujeito a uma manipulação algorítmica. Por exemplo, através da aplicação adequada de algoritmos, podemos remover automaticamente o &#8220;ruído&#8221; de um som, ou alterar seu volume. A mídia torna-se então programável.</p>
<p><strong>2. Da Modularidade</strong><br />
Estes artefatos são formados de elementos (<em>samples</em> em relação ao som) montados em pacotes, mas mantém sua identidade distinta. Esses pacotes podem ser eles próprios combinados em artefatos ainda maiores &#8211; de novo, sem perder sua independência.</p>
<p><strong>3. Da Automação das Operações</strong><br />
Operações que envolvem criação, manipulação e acesso às mídias. É aqui que chegamos às últimas revoluções no uso dessas mídias, através de softwares de criação, edição e distribuição.</p>
<p>Esses princípios provocaram mudanças em três esferas.</p>
<p><strong>I. Facilidade de Produção</strong><br />
A revolução causada pelas transformações nas mídias citadas anteriormente tem reflexo não só na produção caseira de áudio mas também na produção profissional (em outro texto desenvolveremos melhor esse tópico).</p>
<p><strong>II. Facilidade de Distribuição</strong><br />
Com a internet os dados digitais são transmitidos em pacotes e não importa qual seu conteúdo. Dessa forma arquivos que são servidos oficialmente pelas gravadoras tem a mesma possibilidade de acesso dos arquivos de música trocados pelos fãs através do torrent.</p>
<p><strong>III. Novas Redes de Consumo</strong><br />
A facilidade de produção e distribuição de conteúdo levou à criação de novas redes que não dependem diretamente das redes tradicionais, nunca existiram tantos clubes do disco como os que hoje virtualmente estão espalhados na rede.</p>
<p>A idéia desse blog então é uma análise do mercado da música nesse contexto, mas precisamos, para o bem da discussão, entender que essas mudanças são irreversíveis, esse entendimento vem a partir das seguintes constatações:</p>
<p>a. não é do interesse das <strong>indústrias</strong> <strong>de softwares de música, equipamentos de gravação e instrumentos musicais </strong>diminuir a facilidade de produção (esse em si é um tópico de estudo, já se fez tanta música como hoje na história?);</p>
<p>b. a <strong>neutralidade da rede</strong>, apesar de vez por outra ser ameaçada é um princípio da própria arquitetura TCP/IP, está no DNA da Internet, e não será fácil muda-la, pois além das questões políticas e técnicas envolve questões econômicas (como esse nao é o foco do texto, indico <a href="http://colunas.gnt.globo.com/selvadigital/2009/04/03/" target="_blank">essa leitura</a>)</p>
<p>c. a indústria fonografica teve uma chance de reduzir o impacto das redes descentralizadas com o Napster, optou pela solução de uma era antiga para um problema novo e fechou Napster, em paralelo dezenas de <strong>novas redes</strong> surgiam, e com a arquitetura do Torrent agora a descentralização é total.</p>
<p>Entendo esse cenário como atual e com possibilidades de mudança apenas no caminho da maior presença dessas características nas nossas vidas, precisamos entender a cadeia de valor da industria fonográfica para termos um contexto histórico, e redefini-la na nova indústria da música.</p>
<p>Esse será o tema do nosso próximo texto.</p>
<p>[1] Language of New Media, Lev Manovich, MIT Press, 2002, pág 49</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/hdmabuse.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/hdmabuse.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/hdmabuse.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/hdmabuse.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/hdmabuse.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/hdmabuse.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/hdmabuse.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/hdmabuse.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/hdmabuse.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/hdmabuse.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/hdmabuse.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/hdmabuse.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/hdmabuse.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/hdmabuse.wordpress.com/15/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hdmabuse.wordpress.com&amp;blog=8394854&amp;post=15&amp;subd=hdmabuse&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>01. The times they are a-changing&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 19:32:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>hdmabuse</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8230; desde sempre. Essa é uma verdade universal, mas em momentos singulares na história esse processo contínuo de mudanças tecnológicas dá um salto. Hoje temos a oportunidade de presenciar um momento como esse. Normalmente esses são tempos difíceis mas ricos em possibilidades. Como durante essas singularidades históricas o Caos é o padrão, faz-se necessário, para [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hdmabuse.wordpress.com&amp;blog=8394854&amp;post=6&amp;subd=hdmabuse&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230; desde sempre. Essa é uma verdade universal, mas em momentos singulares na história esse processo contínuo de mudanças tecnológicas dá um salto. Hoje temos a oportunidade de presenciar um momento como esse. Normalmente esses são tempos difíceis mas ricos em possibilidades. Como durante essas singularidades históricas o Caos é o padrão, faz-se necessário, para entendermos o que temos pela frente, olhar para o passado e analisar um pouco do último momento de mudança total que a humanidade presenciou. Vamos voltar até a Europa em 1450.</p>
<p>As tentativas de sistematizar o conhecimento europeu para dominar e transformar as forças da natureza através da investigação analítica e experimentação estruturada começam, no ocidente, na cidade de Bolonha em 1080, com a fundação da primeira universidade, até metade do século XV a transmissão do conhecimento prevalecente era oral, seguindo modelos de ensino da grécia antiga.[1]</p>
<p>Mesmo antes, a partir a queda do Império Romano do Ocidente no século VII gradativamente cai em declinio esse modelo de ensino. De imediato uma nova instituição, vinda do Oriente e que constrói um  sistema de grande poder no Ocidente toma a frente no papel de educação: as ordens monásticas. Os monastérios concentram, a partir daí, as tarefas de ensino e, através do trabalho dos copistas, da escrita, produzindo basicamente textos de uso liturgico[1] e, com o surgimento da burguesia, obras de luxo para coleções particulares.</p>
<p>O processo de produção de cada cópia incluía a participação de Escribas, Encadernadores, especialistas em iluminuras, caligrafia ornamental e iustração. Cada livro copiado podia levar um ano para chegar ao seu fim.</p>
<p>E então, em 1450 o joalheiro <strong>Johannes Gutenberg </strong>somou um conjunto de práticas, entre elas o uso dos tipos móveis (que ele conhecia da gravação de letras em peças de ourivesaria), as prensas de uvas que lhe eram familiares por ser natural da Mogúncia, no vale do Reno, uma região vinícola desde a época dos romanos, e seus estudos com tintas aderentes a metais, e com isso desenvolveu a prensa de tipo móvel. O impacto imediato na cadeia de valor formada em torno dos copistas foi grande. Mas o real impacto estava por vir.</p>
<p>Como a produção de um livro por um copista era extremamente dispendiosa apenas obras de luxo e de carater religioso, normalmente litúrgico eram produzidos. Isso significa que não só o volume era pequeno, mas o conteúdo refletia a sabedoria e os dogmas do passado. Com o barateamento da produção os impressores arriscavam em novos titulos, e novas idéias começam a circular. Para entendermos o impacto dessa mudança tecnológica, essa disseminação de idéias deu na Revolução Francesa e na Reforma Religiosa.</p>
<p>&#8220;Os maiores avanços da civilização são processos que tendem a destruir as sociedades onde ocorrem&#8221; A.N.Whitehead</p>
<p>Entendido um exemplo do passado, como podemos ver a mudança tecnológica atual?</p>
<p><em>1 http://www.cinform.ufba.br/vi_anais/docs/RitaQueiroz.pdf</em></p>
<p><em>2 MADDISON, Angus. Contours of the world economy, 1-2030. Oxford University Press, 2007</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/hdmabuse.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/hdmabuse.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/hdmabuse.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/hdmabuse.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/hdmabuse.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/hdmabuse.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/hdmabuse.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/hdmabuse.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/hdmabuse.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/hdmabuse.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/hdmabuse.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/hdmabuse.wordpress.com/6/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/hdmabuse.wordpress.com/6/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/hdmabuse.wordpress.com/6/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hdmabuse.wordpress.com&amp;blog=8394854&amp;post=6&amp;subd=hdmabuse&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>00. Pra começar&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 07:12:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>hdmabuse</dc:creator>
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		<category><![CDATA[música]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Quais os caminhos da música nesse novo momento? Como o músico pode sobreviver posto que a materialização da música, que já foi 78 rpm, LP e CD não é mais o meio preponderante de receita? A idéia aqui não é esgotar o assunto, mas publicar uma visão pessoal e contar com a discussão para iluminar um pouco esse caminho tão nebuloso.</p>
<p>O título Fairplay faz um trocadilho infame com o jogo limpo que acredito tem que ser o objetivo de uma nova indústria que estamos tentando construir todos juntos, é a &#8220;tocada justa&#8221; (numa releitura da lingua inglesa, ao modo da Zona da Mata Norte de PE).</p>
<p>Eu não teria começado esse processo (que, como boa viagem beat, não sei onde vai dar) sem o constante apoio e incentivo de minha amada esposa Haidée (que sempre disse que eu deveria colocar essas idéias na roda) e sem o ultimato do Prof. Pena Schmidt no último Porto Musical. Obrigado, professor!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/hdmabuse.wordpress.com/1/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/hdmabuse.wordpress.com/1/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/hdmabuse.wordpress.com/1/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/hdmabuse.wordpress.com/1/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/hdmabuse.wordpress.com/1/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/hdmabuse.wordpress.com/1/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/hdmabuse.wordpress.com/1/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/hdmabuse.wordpress.com/1/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/hdmabuse.wordpress.com/1/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/hdmabuse.wordpress.com/1/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/hdmabuse.wordpress.com/1/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/hdmabuse.wordpress.com/1/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/hdmabuse.wordpress.com/1/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/hdmabuse.wordpress.com/1/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=hdmabuse.wordpress.com&amp;blog=8394854&amp;post=1&amp;subd=hdmabuse&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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